25 janeiro 2011

43. Faça mais para evitar as enchentes [Teia Ambiental]

25 janeiro 2011
'Inundação da Várzea do Carmo, 1892' de Benedito Calixto. Mais visualizações e info aqui.

No dia do aniversário da cidade de São Paulo, eu não poderia pensar em outro tema para falar, se não as enchentes.

Como moro aqui, estou percebendo que a situação tem sido mesmo um fantasma para a população. As pessoas têm receio de sair na parte da tarde, pois acham que podem pegar um temporal e ficar alagados.

Eu já peguei enchentes pequenas, com trânsito e nada mais.
Porém no domingo passado foi a primeira vez que eu fiquei ilhada com a minha família e outras dezenas de paulistanos - em um posto de gasolina no Brás - após escapar da Marginal Tietê, que estava inundada e intrasitável em um certo ponto.
E assim foi em outros pontos da cidade.

O tema tem me chamado a atenção também pelos comentários infelizes de certa camada da sociedade, que culpa pura e simplesmente os moradores dos locais afetados, dizendo que "se eles jogam lixo na rua, que fiquem alagados".

Jogar lixo na rua é inadmissível.
Colocar o lixo na rua, fora da hora que o lixeiro passa, também é um crime.
Mas infelizmente ainda vemos muito disso acontecendo, partindo de todas as classes sociais.

Mas a história é longa.
Hoje mesmo eu vi uma pintura - por sinal divina como tantas - de Benedito Calixto no Museu do Ipiranga, que retrata uma inundação no centro de São Paulo. Veja a foto lá em cima.
E o nosso museu aí em baixo:

 


Esta dica é importante para nós, mas muito mais importante para o governo de nossa cidade. E este, pelo jeito, desde o início não deu importância para o impacto da urbanização na vida futura.

Digamos que conseguíssemos ensinar os cidadãos - ou coagi-los - a tratar o lixo como deve ser tratado e eliminássemos a questão dos lixos entupindo os bueiros e os rios.
Já seria um certo alívio. Isso ajudaria por alguns anos.

Digamos que conseguíssemos (daqui pra frente) proibir a construção de casas em locais com risco de erosão.
Já salvaríamos muitas vidas.

Mas não seria o bastante. Precisamos de regulamentações ecológicas sérias.

E o efeito estufa? Estamos carecas de saber o que polui e aquece o nosso planeta, causando entre outras reações, a chuva: combustíveis, fumaça das indústrias, aerosois, gases do lixo, queimadas, etc.

Com o 'desenvolvimento' da cidade veio a impermeabilização do solo e a erosão.
Com a industrialização veio a poluição.
Assuntos que devem ser levados em consideração pelo governo, regulamentadas, planejadas e colocadas em ação JÁ!
No IG você pode ler as soluções para as enchentes com maiores detalhes.

Também adorei o post da Flora sobre este assunto. Ela esclarece muito bem as causas das enchentes. Querida Flora, perdoe-me mas não pude evitar falar deste assunto também.

Vamos nos conscientizar da verdade antes de tudo.
E como sempre, fazer a nossa parte e dar o exemplo.
E ficar de olho em quem escolhemos (ou escolheram) para cuidar de nossa cidade. Ligar na sub-prefeitura, perguntar, solicitar, cobrar, denunciar.

Ecologia não é mais utopia! Já estamos falando do nosso dia-a-dia.


Img.: NovoMilenio.inf.br e Renata RZ

7 comentários:

Irene disse...

Oi querida...adorei seu alerta....procuro tomar muito cuidado com meu lixo, mas vejo tanto jogado por ai... é uma vergonha....parabens!

orvalho do ceu disse...

Olá, querida
O que falar nesse mês em que as águas tomaram conta dos nossos Estados da Região Sudeste tão tragicamente???
Enfim, sempre de volta aos mesmos problemas... É fato!!!
Bjs de paz

Sonia Guzzi disse...

Post muito pertinente!
Como sempre! Já estou fazendo uma pastinha com suas dicas, este final de semana vou fazer massinha para a neta.
Bjs linda!
Em divina amizade.
Sonia Guzzi

Flora Maria disse...

Não precisa se desculpar por repetir o tema, Renata, pois inundação foi o Tom do mês, não é mesmo ?
Sei que existe solução para tudo, basta que os governantes e o povo tomem consciência e resolvam por mãos à obra !
Enquanto isso não acontece, vamos amargando essas catástrofes rotineiras.

Beijo

Mamma Mini disse...

Re, vc como sempre a consciencia, obrigada pelo post, pela imagem linda de Benedito Calixto, e do museu, realmente tudo o que está acontecendo é tão maior e tão caótico que não basta apenas fazer a pequena parte... um beijo querida!

RUTE disse...

Querida amiga Green,
temia que vc tivesse esquecido de publicar. Mas felizmente vim encontrar um belo artigo, muito conscializador (como todos os outros) para incluir na nossa forte teia ambiental.
Vou já já colocar seu link lá no meu texto.
O problema do plano de urbanização descontrolado nas cidades é similar no meu pais. As autarquias têm de ser mais firmes na proibição de construir em certos locais. As zonas ribeirinhas têm muitos destes riscos, por ex. no Porto, todos os anos o rio sobe e as lojas e casas ficam alagadas. Mas tudo fica igual após as cheias. Ninguém resolve nada.
Fico triste de ver tanta burrice humana, e tanta gente morrendo por falta de atitudes preventivas.
Um grande grande abraço além-mar.
Rute

Gilberto Gonçalves disse...

Muito bom, Renata!
A realidade é que todo mundo critica, quando a tragédia acontece, mas ninguém está disposto a abrir mão de seus hábitos e direitos, não é mesmo?
As construções estão ocupando,cada vez mais, as várzeas dos rios, que são a continuidade de seus leitos, e para onde suas águas precisam escorrer na ocasião das enchentes.
As águas pluviais misturam-se aos esgotos e se lançam nos rios, as matas ciliares foram substituídas por pistas de asfalto, como acontece em São Paulo, e as cidades ocupam o solo sem qualquer planejamento que leve em conta a constituição dos terrenos de encostas.
O lixo é problema, é claro! O aquecimento global é preocupante? Sem dúvida que sim. Mas, não se pode ocupar o solo como o homem tem feito ao longo dos séculos. Hoje, não são mais as tribos que, no passado ocupavam as margens dos rios, agora são milhares, às vezes, milhões de habitantes urbanos, ocupando as grandes cidades. Onde isso vai parar? Até onde um solo impermeabilizado e sem escoamento suporta os volumes de água que descem de enxurrada morro abaixo? E para onde essas águas poderiam dirigir-se, senão para os rios, seus destinos naturais?
Assim não dá para evitar as enchentes, e não adianta procurar um culpado.
A Teia é isso, reclamar e apontar as causas das questões. Todos somos responsáveis pelo futuro do planeta. Comecemos corrigindo os nossos erros, e fazendo a nossa parte.
Um abraço ecológico.
Gilberto.

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Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Antoine Lavoisier
Obrigada pela visita!

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